18,28
Mss.: B 491, V 74 e 74a.
Cantiga de meestria; esastico iniziale cui seguono cinque coblas singulars (rima b unissonans) di sei versi.
Schema metrico: a7' a7' a7' b7 a7' b7 (13:59).
Esastico iniz.: a3' a3' b7 c3' c3' b7 (52:2).
Edizioni: Paredes 37; Randgl. VII, pp. 289-290; Lopes 50; Arias, Antoloxía, 50; Lapa 21; Machado 436; Braga 74; Carballo/García, Afonso X, pp. 50-51; Paredes Núñez, 21; id., La guerra de Granada, pp. 35-37; Pena, Manual, 45; Jensen, Medieval, pp. 46-49, 430-432; Dobarro et alii, Literatura, 38; Pena, Lit. Galega, II, 116.
O genete,
pois remete
seu alfaraz corredor,
estremece
e esmorece 5
o coteife con pavor.
Vi coteifes orpelados
estar mui mal espantados,
e genetes trosquiados
corrian-nos arredor; 10
tiinhan-nos mal aficados,
ca perdian na color.
Vi coteifes de gran brio,
eno meio do estio,
estar tremendo sen frio 15
ant' os mouros d' Azamor;
e ia-se deles rio
que Aguadalquivir maior.
Vi eu de coteifes azes
con infanções siguazes 20
mui peores ca rapazes;
e ouveron tal pavor,
que os seus panos d' arrazes
tornaron doutra color.
Vi coteifes con arminhos, 25
conhecedores de vinhos,
que rapazes dos martinhos,
que non tragian senhor,
sairon aos mesquinhos,
fezeron todo peor. 30
Vi coteifes e cochões
con mui mais longos granhões
que as barvas dos cabrões:
ao son do atambor
os deitavan dos arções 35
ant' os pees de seu senhor.
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O genete poys rremete sen alfaraz coiredor estremete e esmoreçe o coyffe com pauor Vi coreyses or pelades estar muy mal espantades egenets t(ro)s q(ui)ades corria(n) uos arredor cijnha(n)nos mal assicados p(er)dia(n)nacolor Vi coteiffes degran b(ri)o eno meio do estio estar tremendo Sen f(ri)o antos Mouros dizamor chiasse delhes rio q(ue) augua dalq(ui)uir maior Vi eu de cotey ffes azes co(n) jnfa(n) co(n)es ignazes muj prores ea rrapazes eouuero(n) tal pauor q(ue) os seus pauos da rraiz(o) s to(r)naro(n) doutra color Vi coteiffes co(n) ar minhos conhocedor(e)s de vy(n)os q(ue) rrapazes dos ma(r)cmhos q(ue) no(n) tragia(n) Seno(r) sairo(n) aos mesq(ui)nhos et fez(er)o(n) tedo opeor Vi coteiffes e cochoe(n)es com muy longos granho(n)es q(ue) as baruas des cabro(n)es as son do a tanbor es deitaua(n) des arco(n)es Antos pees de sseu Senhor |
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O genete poys rremete seu Vi coteyses orpelados Vcoteiffos degranb(ri)o eno meio do estio estar treme(n)do sen f(ri)o antos mouros dizamor chiasse delles rrio(n) q(ue) augua dilq(ui)uir maior Vi eu de coteyffes azes co(n)es iguazes auis prores ea rrapazes eou co(n) rafa(n) uero(n) tal pauor q(ue) os seus panos danaiz(e)s to(r)naro(n) doutra color Vi coteiffos co(n) arminhos conhoçedoi(re)s de vy(n)os q(ue) rrapazos dos ma(r)tinhos q(ue) no(n) rragia(n) seno(r) sairo(n) aos mesq(ui)nhos (e) ferzo(n) tedo o peor Vi coteiffes e coche(n)es com muj lo(n)gos gra(n)ho(n)es q(ue) as baruas dos cabrc(n)es ao sondo a ta(m)bor os deitaua(n) dos arço(n)es antos pees de sseu senhor |